O Manchester City abriu margem de três pontos na liderança da Premier League em relação ao Arsenal após vencer o Sunderland por 5 a 3 no domingo (20). O triunfo também proporcionou ao time ser o único com 100% de aproveitamento no campeonato, contudo, esse bom início não é o suficiente para colocá-lo no topo da lista de favoritos ao título na opinião de Paul Merson.
O ex-jogador do Arsenal, agora comentarista, analisou que o City teve a chance de dar outro contorno à disputa pela taça após o revés dos Gunners para o Brighton no sábado (19), mas não conseguiu fazer uma performance convincente neste sentido — apesar de anotar cinco gols.
— Eu vi o City contra o Sunderland e pensei: ‘não. De jeito algum o Manchester City vai ganhar a liga'. Você não pode ficar marcando um monte de gols para ganhar os jogos, não dá para jogar esse tipo de futebol — afirmou ele na “Sky Sports”.
A melhor cobertura da Premier League você acompanha aqui!
Manchester City mostra desequilíbrio contra Sunderland
A crítica de Merson diz respeito, sobretudo, à forma como a vitória no Etihad Stadium foi construída. Os Citizens se mantiveram à frente no placar o tempo todo, mas encontraram problemas para frear o ataque do Sunderland especialmente no primeiro tempo.
Enzo Fernández fez 1 a 0 aos nove, e Brian Brobbey empatou três minutos depois. Com o relógio na marca de 29, Cherki recolocou a equipe da casa em vantagem, mas o atacante holandês estava inspirado e tratou de deixar tudo igual aos 33.
Semenyo balançou as redes aos 43 e concedeu ao City novamente a dianteira no marcador. Depois do intervalo, com 12 minutos do segundo tempo, o ganês deixou mais um. No entanto, Brobbey diminuiu em seguida. Os três pontos dos mandantes só ficaram sacramentados quando Haaland fechou a conta, aos 36.
— Os times de ponta vão te liquidar. Sunderland não é um dos times que mais fazem gols no país, mas fez três e poderia ter feito mais — declarou Merson ao justificar a opinião.
Defesa pode prejudicar City contra os ‘grandes', opina Merson
Desde o início da temporada 2026/27, o City levou oito gols. O time havia dado sinais de ter se reencontrado defensivamente ao passar ileso nos quatro jogos anteriores ao de domingo. Não foi vazado nas vitórias sobre Coventry e Manchester United na Premier League, Porto na Champions e Norwich na Copa da Liga Inglesa.
O ataque potente que virou praticamente marca registrada na era Pep Guardiola continua afiado com Enzo Maresca, mas a defesa se tornou uma preocupação após enfrentar os Black Cats. O goleiro Donnaruma, o zagueiro Rúben Dias e o lateral Matheus Nunes tiveram atuação abaixo.
— No ataque, o Manchester City jogou bem, mas estava completamente desorganizado na defesa. Isso cobra seu preço, especialmente contra os grandes — reforçou o ex-jogador.
O “jogo caótico” no Etihad também não agradou Maresca, que gosta de ser superior aos adversários e controlar as partidas. O técnico se mostrou insatisfeito com a atuação defensiva e considerou que o grupo cometeu erros que poderiam ser evitados.
— Dois dos três gols que sofremos foram muito fáceis. O segundo saiu de uma cobrança rápida de falta do Xhaka, e isso não pode acontecer. O terceiro também veio de uma bola parada. Foi fácil demais. Cedemos mais chances, mas também marcamos cinco gols e provavelmente poderíamos ter feito mais dois ou três — ponderou o italiano à “Sky Sports”.
Maresca agora tem quase três semanas para deixar o Manchester City equilibrado antes de ir a Anfield no teste de fogo com o Liverpool no dia 11 de outubro, às 12h30 (de Brasília). O time de Andoni Iraola está invicto na Premier League.

Comentários: