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Terça-feira, 03 de Novembro de 2026

Política

Câmara de SP arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes

Prefeito era acusado de crime eleitoral por frota reduzida de transporte público na cidade no dia do 2º turno das eleições

Eixo Rondônia
Por Eixo Rondônia
Câmara de SP arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A Comissão Especial da Câmara de Vereadores de São Paulo arquivou o pedido de impeachment contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, por irregularidades no fornecimento de transporte público durante o segundo turno das eleições.

No total, cinco parlamentares votaram contra o pedido (Rubinho Nunes - União, que presidiu a comissão; Major Palumbo - PP, relator da proposta; Dra. Sandra Tadeu - PL, Kenji Ito - Pode e Sandra Santana - MDB). Os vereadores Luana Alves (Psol) e Hélio Rodrigues (PT), autores do pedido, votaram a favor. 

Segundo a vereadora Luana Alves, no dia 25 de outubro, data do segundo turno das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a circulação de 100% da frota no dia mas, na prática, apenas 70% estavam nas ruas, o que demonstra elementos de crime eleitoral. A frota reduzida, conforme os autores do pedido, afetou principalmente quem saia do trabalho e se dirigia para os colégios eleitorais.

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"Foi caso pensado e não logístico, senão teríamos uma diminuição por igual em todas as regiões da cidade. É tentativa de manipulação eleitoral”, afirmou a vereadora."Tivemos problemas de circulação, os pontos estavam cheios e havia menos carros circulando. Ainda teve perseguição política”, afirmou Hélio Rodrigues, outro autor do pedido de impeachment.

A prefeitura negou que os eleitores tenham enfrentado problemas para votar e que oferta estava acima da demanda. Conforme a prefeitura, imagens mostram baixo número de passageiros em terminais e pontos de corredor de ônibus.

De acordo com o relator, Major Palumbo (PP), a denúncia não serve de base para a abertura de um procedimento na Câmara de Vereadores. Palumbo defendeu que o pedido deve ser analisado pela Justiça eleitoral e que os fatos, no dia das eleições, "ocorreram dentro das normas eleitorais, não demonstrando que o prefeito tenha cometido qualquer infração".

Além de São Paulo, eleitores de outras cidades, como em Salvador, relataram falta de ônibus para chegar aos locais de votação. Na ocasião, a campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva denunciou restrição de transporte público em nove estados e solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do horário de votação nos locais afetados para até as 19h.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou a prorrogação da votação por mais duas horas, até 19h, nos locais onde as urnas ainda não haviam sendo fechadas. Zanin atendeu pedido da campanha de Lula e também da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que solicitou a ampliação do horário em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul por causa das fortes chuvas. 

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil
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