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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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TSE tira Evo Morales de disputa eleitoral por entender que partido do qual se filiou não tem reconhecimento jurídico

Outro impedimento à sua pretensão política decorre de um escândalo sexual envolvendo menores, do qual o Tribunal de Justiça da Bolívia ordenou a prisão dele. Morales tem descumprindo ordens judiciais que o intimam a prestar declarações acerca do caso e por isso tem estado recluso na região do Chapare.

Eixo Rondônia
Por Eixo Rondônia
TSE tira Evo Morales de disputa eleitoral por entender que partido do qual se filiou não tem reconhecimento jurídico
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O sonho de um quarto mandato de Evo Morales está cada vez mais distante. Envolvido em um escândalo sexual, Morales — que se tornou o primeiro presidente indígena da etnia aimará a presidir o país, cuja população é composta por cerca de 62% de indígenas — recebeu, nesta terça-feira (20), a notícia de que não poderá concorrer ao pleito eleitoral boliviano previsto para 17 de agosto.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explicou que o impedimento se deve ao fato de que o partido ao qual Morales está filiado, o Pan-Bol – Partido de Ação Nacional Boliviano –, não possui reconhecimento jurídico. Além disso, segundo o órgão, nas eleições de 2020, a sigla não alcançou os 3% dos votos exigidos.

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Evo Morales, de 66 anos, deixou o Movimento ao Socialismo (MAS) — hoje liderado pelo atual presidente Luis Arce — após disputas internas e por enxergar Arce como um rival em seu intento de retornar à presidência do país. Outro obstáculo que ronda sua candidatura neste ano diz respeito à quantidade de vezes em que já exerceu o cargo de presidente: um total de três mandatos. O Tribunal Supremo Eleitoral boliviano passou a limitar reeleições, sejam estas contínuas ou alternadas — o que se aplicaria ao caso de Evo, que governou a Bolívia de 2006 a 2019. Ele chegou a ser eleito para um quarto mandato, mas acabou renunciando sob pressão, após a oposição alegar indícios de fraude no processo eleitoral.

Em sua página oficial no Instagram, Morales publicou, na manhã de hoje, uma nota em que confirma sua intenção de manter a candidatura, apesar de o TSE já ter confirmado o cancelamento de seu registro. Outro impedimento à sua pretensão política decorre do escândalo sexual envolvendo menores, que motivou a ordem de prisão por parte da Justiça boliviana. Por conta disso, Evo tem se limitado a circular pela região do Chapare, em Cochabamba.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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