Nem atuar com os reservas é uma desculpa para o Milan na derrota para o Benfica nesta quarta-feira (16). Os Rossoneri sofreram 2 a 0 em pleno San Siro dos portugueses, que também estavam com um time alternativo. Rúben Amorim, que até iniciou a temporada bem, já é alvo de críticas, vindo de dois empates antes do revés na estreia na Liga Europa.
Tem sido uma prática comum no gigante de Milão: começa os jogos muito mal e depois precisa correr atrás do resultado. Foi assim nos dois jogos anteriores contra Juventus, que, por azar, não marcou gol no primeiro tempo, e Lazio, que abriu 2 a 0 na etapa inicial. Em ambos, o Milan ainda conseguiu sair com o empate.
Hoje não deu certo. No jogo com a Lazio, Rúben Amorim fez três substituições no intervalo antes de buscar o 2 a 2. Frente ao Benfica, mudou dois, mas, dessa vez, não teve o mesmo efeito. É o que critica o ex-jogador Alessandro Florenzi.
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Florenzi cobra técnico para estruturar uma base no Milan
“Se toda vez são necessárias duas substituições aos 45 minutos, há algo de errado antes“, reclamou o ex-lateral em comentários na “Sky Sports”. O italiano, que defendeu o Milan em quase 80 partidas na carreira, ressaltou a leve evolução do time de Amorim na etapa final e colocou a responsabilidade em Christian Pulisic, que entrou para o segundo tempo, nessa melhora.
— Nem sempre você consegue buscar um 2 a 2 como contra a Lazio. No segundo tempo, foi um pouco melhor, sim. Para mim, Pulisic é quem conduz esse time.
Florenzi destaca a necessidade de o técnico português ter uma estrutura para que sua filosofia possa ser vista no time, o que ainda está distante.
— É preciso estabelecer uma espécie de base o mais rápido possível para tentar implementar o jogo de Amorim, que neste momento aparece pouco.
Time largou a identidade após sofrer gol, diz Rúben Amorim
Rúben Amorim afirmou que está “sempre preocupado” após os jogos, assumiu a necessidade de melhorias e se mostrou incomodado, principalmente, com a postura após o primeiro gol da partida. Em bela jogada individual, Dodi Lukebakio abriu o placar aos 15 minutos da etapa inicial. Pouco depois, Georgiy Sudakov ainda acertou a trave, um exemplo da superioridade do Benfica na primeira parte.
— Ficamos completamente ansiosos quando sofremos o 1 a 0. Precisamos ter mais calma, manter a organização e mostrar uma energia diferente. […] Precisamos manter a bola e não nos lançarmos para frente sem qualquer critério tático. Perdemos nossa identidade assim que ficamos atrás no placar — explicou o treinador.
O Milan acumulou 17 finalizações, mas não levou real perigo ao seu adversário. Tanto que só teve 0.99 gol esperado. Ainda é muito pouco para um time que investiu mais de 150 milhões de euros, mesmo que tenha jogado com metade do time titular.
Ainda mais porque o Benfica fez oito alterações em comparação à sua última partida, sem seus pilares ofensivos Vangelis Pavlidis, Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup.
A equipe de Rúben Amorim, ainda invicta na Serie A, busca se recuperar contra o Lecce neste domingo (20), último jogo antes da pausa para a Data Fifa, o que pode dar mais tempo ao técnico português para refletir sobre os rumos da temporada.

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