A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) impôs uma derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evidenciou o poder do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, na condução da agenda institucional, avaliam cientistas políticos ouvidos .
Na votação secreta realizada na noite desta quarta-feira (29), Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, resultado insuficiente para alcançar os 41 votos necessários para aprovação. Foi a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeitou um indicado ao Supremo.
Para o cientista político Márcio Coimbra, a rejeição revela dificuldades do governo na articulação com o Senado e destaca a influência de Davi Alcolumbre nas decisões institucionais da Casa. “Para o governo Lula, o resultado é uma derrota estratégica que expõe a fragilidade de sua articulação no Senado e o crescente poder de Davi Alcolumbre sobre a agenda institucional”, diz.
Segundo Coimbra, a rejeição também representa uma mudança nas relações entre Executivo e Legislativo nas indicações ao Supremo.

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