A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/9), uma operação contra suspeitos de desviar mais de R$ 18 milhões em empréstimos do Banco do Brasil. De acordo com as investigações, 24 empresas foram beneficiadas por créditos fraudulentos.
A ação, coordenada pelo 3° Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), cumpre cinco mandados de busca e apreensão, além de contar com autorização judicial para quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens e valores dos investigados.
Como o esquema funcionava
A investigação teve início a partir de uma auditoria interna do banco, que identificou que um gerente de relacionamento liberou 70 operações de crédito falsas para empresas de fachada, totalizando mais de R$ 18 milhões. A auditoria apontou que essas empresas não existiam de fato.
O gerente, responsável pela aprovação e liberação dos empréstimos, utilizou documentos e dados inconsistentes, sem seguir os procedimentos de segurança exigidos pela instituição. Quando questionado, alegou que as empresas foram indicadas por um “consultor financeiro” e que agiu sob pressão para cumprir metas.
Movimentações financeiras suspeitas
A apuração revelou que o gerente recebeu cerca de R$ 1,5 milhão, parte diretamente do consultor financeiro e parte de pelo menos duas das empresas beneficiadas com os créditos fraudulentos.
O consultor financeiro, apontado como peça central do esquema, recebeu aproximadamente R$ 1,27 milhão de pelo menos 10 das 24 empresas investigadas. Posteriormente, ele repassou grande parte desses valores ao gerente e à esposa dele.
Além disso, a investigação indicou que o consultor também atuava na capitalização de outras empresas do esquema, garantindo a liquidez necessária para a continuidade das fraudes.
O caso segue em apuração, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e recuperar os recursos desviados.

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