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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Operação “acerto mortal”: Polícia Civil prende suspeito de execução em Nova Mamoré

A Polícia Civil de Rondônia cumpriu, na tarde de domingo (28), a Operação “Acerto Mortal”, que culminou na prisão temporária de um suspeito pelo homicídio do fazendeiro J., desaparecido no dia 16 de dezembro.

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Por Eixo Rondônia
Operação “acerto mortal”: Polícia Civil prende suspeito de execução em Nova Mamoré
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Nova Mamoré (RO), 29 de dezembro de 2025 — A Polícia Civil de Rondônia cumpriu, na tarde de domingo (28), a Operação “Acerto Mortal”, que culminou na prisão temporária de um suspeito pelo homicídio do fazendeiro J., desaparecido no dia 16 de dezembro. O mandado de prisão foi expedido após apurações que apontaram forte indício de envolvimento do investigado no crime, motivado por uma dívida milionária relacionada ao comércio de gado na região.

Segundo informações oficiais, a vítima saiu de casa para encontrar um indivíduo com quem mantinha negócios e não foi mais vista. O desaparecimento só foi comunicado à polícia dois dias depois, em 18 de dezembro, quando tiveram início as investigações sigilosas conduzidas pela Delegacia de Homicídios.

O desfecho trágico foi confirmado em 21 de dezembro, quando moradores encontraram a Toyota Hilux da vítima submersa no Rio Azul, entre as Linhas 27 e 29, zona rural de Nova Mamoré. Pouco tempo depois, o corpo de J. foi localizado no mesmo local. A perícia da Polícia Técnico-Científica (POLITEC) e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestaram que a morte ocorreu por disparo de arma de fogo na cabeça, configurando uma execução.

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As apurações revelaram que o principal suspeito, identificado pelas iniciais W.C.G., teria convidado a vítima para um encontro sob o pretexto de quitar uma dívida. No local combinado, no entanto, o fazendeiro foi surpreendido e executado. Após o crime, W.C.G. teria adotado diversas medidas para encobrir os vestígios: removeu câmeras de segurança, escondeu o corpo e o veículo da vítima e apresentou versões contraditórias em depoimentos.

Com base em provas colhidas — incluindo quebras de sigilo telefônico e telemático, além de testemunhos e análise de cenas do crime —, a autoridade policial representou pela prisão temporária do suspeito. O pedido foi endossado pelo Ministério Público e deferido pela Justiça de Rondônia.

Durante a operação, além do mandado de prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, com o objetivo de localizar provas materiais que possam esclarecer eventuais participações de outros envolvidos. As investigações continuam em andamento.

Em nota, a Polícia Civil agradeceu a colaboração da população de Nova Mamoré, cujas informações foram essenciais para o avanço das apurações. A corporação reafirmou seu compromisso com a resolução de crimes contra a vida e o combate à impunidade no estado.

FONTE/CRÉDITOS: CAPITAL RONDÔNIA
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