Lançado em 2023 como uma das principais bandeiras do governo Lula (PT), o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não tem conseguido entregar os resultados políticos esperados. Prometido como motor de desenvolvimento e marca da atual gestão, o programa patina na execução e já é tratado dentro do Palácio do Planalto com certo ceticismo em relação ao seu potencial como vitrine para a eleição presidencial de 2026.
O plano previa o início ou retomada de ao menos 23 mil obras ao longo dos quatro anos de mandato. No entanto, até agora, aproximadamente 48,6% dessas iniciativas ainda estão em fase de preparação — ou seja, ainda não saíram do papel. Essa etapa inclui processos como contratação de empresas, elaboração de projetos de engenharia, estudos técnicos e licenciamento ambiental.
Na prática, isso significa que quase metade dos empreendimentos anunciados segue longe das máquinas e canteiros de obras. Do total prometido, apenas 3,8 mil obras foram de fato concluídas até o momento. Outras 5 mil estão em execução, enquanto 2,8 mil se encontram em processo de licitação ou leilão.
A avaliação interna é de que, diante desse ritmo, o novo PAC dificilmente se tornará um ativo eleitoral robusto para Lula. A expectativa de que o programa reeditasse o sucesso político de versões anteriores, com entrega de grandes obras e geração de empregos visíveis, não se concretizou até aqui. Com o tempo correndo, o governo agora tenta encontrar alternativas para apresentar resultados concretos antes que o calendário eleitoral de 2026 domine o cenário político.

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