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Terça-feira, 18 de Agosto de 2026

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Ecobarreiras podem reforçar combate ao descarte irregular de resíduos em igarapés

Garrafas PET, embalagens e outros resíduos descartados de forma irregular são levados pelas águas dos igarapés de Porto Velho.

Eixo Rondônia
Por Eixo Rondônia
Ecobarreiras podem reforçar combate ao descarte irregular de resíduos em igarapés
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Garrafas PET, embalagens e outros resíduos descartados de forma irregular são levados pelas águas dos igarapés de Porto Velho. Para reduzir o problema, a Prefeitura estuda instalar ecobarreiras em pontos estratégicos da cidade.

No fim de semana, o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, percorreu igarapés da capital para verificar as condições dos locais. A vistoria foi acompanhada por Diego Saldanha, criador do projeto Ecobarreira do Rio Atuba, em Curitiba. Entre os igarapés visitados estavam o Igarapé Belmont, que nasce nas proximidades do Skate Park e integra a bacia que passa sob o Pocket Park; o Igarapé Santa Bárbara, que sai da região do Mocambo e deságua no rio Madeira; e o Igarapé do Botinha, próximo ao shopping.

Segundo Giovanni, os pontos foram selecionados por apresentarem condições de acesso, segurança e execução do serviço. “São locais que reúnem características importantes de estrutura, segurança e facilidade de execução. A visita serve para identificar qual deles é o mais adequado para iniciarmos o trabalho”.

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A ecobarreira consiste em uma estrutura fixada nas duas margens do igarapé para reter os resíduos levados pela água. O material acumulado será recolhido pelas equipes de limpeza urbana. O que puder ser reciclado deverá ser encaminhado à Cooperativa Catanorte. “O principal benefício é impedir que esses resíduos avancem pelos igarapés. Nossas equipes fazem a retirada, e boa parte do material pode seguir para reciclagem”, disse o secretário.

Gestão ambiental

O prefeito Léo Moraes destacou que a iniciativa integra uma estratégia de cuidado com os recursos naturais e de enfrentamento ao descarte irregular de resíduos.

“Estamos buscando soluções que sejam eficientes, viáveis e que tragam resultado para a população. As ecobarreiras podem ajudar a impedir que o lixo avance pelos nossos igarapés, mas também precisamos reforçar a conscientização e a responsabilidade de todos com o descarte correto dos resíduos”, afirmou o prefeito.

Diego Saldanha esteve em Porto Velho para ministrar uma palestra no 1º Seminário Porto-Velhense de Resíduos Sólidos e foi convidado a participar da análise.

O projeto desenvolvido por ele já foi levado a outras regiões do país, com quatro ecobarreiras instaladas em Maceió, duas em Belém, durante ações relacionadas à COP30, e uma no litoral do Paraná. “Precisamos analisar o tamanho, a largura e a profundidade de cada córrego para definir qual modelo pode ser usado”, afirmou Saldanha.

O custo dependerá das características do ponto escolhido e do tipo de equipamento necessário. Segundo Saldanha, a iniciativa apresenta bom custo-benefício porque ajuda a reduzir a poluição e contribui para conscientizar a população sobre o descarte irregular de lixo.

Caso a proposta avance, Porto Velho poderá receber a primeira ecobarreira de Rondônia. A partir das informações levantadas durante a vistoria, a equipe técnica definirá o local, o modelo e os recursos necessários para a execução do serviço.

A capital possui mais de 100 quilômetros de canais e igarapés. Somente o Canal dos Tanques tem cerca de 33 quilômetros de extensão, conforme informou o secretário.

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Texto: Renata Beccária

Edição: Secom

FONTE/CRÉDITOS: CAPITAL RONDÔNIA
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