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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Crime em Nova York reacende debate sobre lesões na cabeça em esportes

Ataque de atirador, ex-jogador de futebol americano, levanta questões sobre o tratamento de traumas cranianos em atletas amadores e a encefalopatia traumática crônica (CTE).

Eixo Rondônia
Por Eixo Rondônia
Crime em Nova York reacende debate sobre lesões na cabeça em esportes
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Um tiroteio fatal em Manhattan, praticado por Shane Tamura, ex-jogador de futebol americano do ensino médio, trouxe à tona novamente a discussão sobre lesões na cabeça em esportes amadores. O incidente ocorreu em 5 de agosto de 2025, no prédio da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), onde Tamura, de 27 anos, atirou em quatro pessoas antes de se matar.

Em um bilhete, o atirador atribuiu suas ações à encefalopatia traumática crônica, ou CTE. O Escritório do Médico Legista de Nova York fará uma avaliação neuropatológica, já que a CTE só pode ser confirmada post-mortem. A família do atirador também acusou a NFL em uma carta.

A eficácia dos protocolos de segurança

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A morte de Tamura destaca a falta de informações sobre a frequência de concussões graves em esportes amadores. Karissa Niehoff, CEO da Federação Nacional das Associações Estaduais de Escolas de Ensino Médio (NFHS), afirmou que a entidade não sabe quantas concussões são relatadas anualmente. O monitoramento é desafiador, pois muitas lesões não são comunicadas e a supervisão das associações estaduais se encerra após a formatura dos atletas.

A CTE não é exclusiva de atletas profissionais. Um estudo de 2023 da Universidade de Boston, que analisou o cérebro de 152 atletas jovens que faleceram antes dos 30 anos, revelou que 41% deles apresentavam sinais da doença. Ann McKee, diretora do centro de pesquisa, ressaltou que a questão é um problema de saúde pública e precisa ser abordada em nível amador.

Diferenças entre protocolos profissionais e amadores

Existem protocolos para remover atletas suspeitos de lesão do jogo, mas há grandes diferenças entre os níveis profissional e amador. A NFL utiliza um processo de retorno ao jogo de cinco etapas e conta com consultores neurológicos independentes. Já a maioria das escolas de ensino médio depende de treinadores esportivos para avaliar as lesões, sem a mesma tecnologia, como sensores de impacto em capacetes.

O Dr. Brent Masel, professor de neurologia da Universidade do Texas, afirmou que o progresso na prevenção e tratamento da CTE tem sido lento. A violência é um sintoma possível da doença, mas não é universal, e os especialistas ainda não entendem por que alguns pacientes desenvolvem esse comportamento. O Dr. Masel enfatizou que o risco de que algo parecido com o caso de Tamura ocorra é mínimo para a maioria dos atletas.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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