Um projeto de lei que estabelecia um prazo de 60 dias para governadores e prefeitos executarem recursos oriundos de emendas parlamentares individuais ou de bancada foi arquivado na Câmara após uma forte pressão da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
De autoria do deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO), a proposta visava evitar o uso político na liberação das emendas. A ideia era punir gestores que não aplicassem os recursos dentro do tempo determinado.
No entanto, uma carta enviada pela CNM aos parlamentares pediu que votassem contra a urgência da matéria, argumentando que atrasos podem ocorrer por motivos técnicos ou mudança de prioridades — e não necessariamente por má gestão.
A pressão da entidade ajudou a desmontar o acordo firmado entre líderes e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que já previa a votação da urgência do projeto.

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