No Brasil, ao adquirir um carro novo, o consumidor paga quase 54% do valor total apenas em impostos. A carga tributária sobre veículos é composta por tributos federais e estaduais, como IPI, ICMS, PIS e Cofins, e coloca o país no topo do ranking mundial de taxação nesse setor.
Especialistas apontam que essa alta tributação prejudica a competitividade da indústria automobilística brasileira e afasta montadoras estrangeiras, que veem o país como um mercado pouco atraente diante dos altos custos. Em comparação, países como os Estados Unidos (7,5%), Japão (5%), Alemanha (19%) e Itália (22%) apresentam cargas bem menores.
Na América Latina, os impostos sobre veículos também são significativamente inferiores: no México, a carga chega a 16%; no Chile, 19%; e na Argentina, 21%.
Para ilustrar o impacto da tributação no preço final, basta observar um modelo popular: o Fiat Pálio, que custa cerca de R$ 28.790. Sem os impostos federais e estaduais, o preço cairia para algo entre R$ 19.149 e R$ 20.680 — uma diferença que evidencia o peso dos tributos no bolso do consumidor brasileiro.
A discussão sobre a reformulação da carga tributária ganha ainda mais urgência diante desses números, especialmente em um país onde o carro ainda é essencial para a mobilidade de milhões de pessoas.

Comentários: